Retrospectiva 2010: Balaio

Hoje é o dia de dar uma olhadinha nos filmes, músicas e séries que marcaram nosso 2010.

Um ótimo fim de ano pra todo mundo que acompanhou o Sem Finesse, as incríveis novas amigas que conhecemos pelo blog e a todo mundo que alegrou esse ano! :)

Melhor filme

Manu: A Origem tem um roteiro que nos deixou maluquinhos e foi o mais marcante em 2010! Combine um roteiro doido com Leo di Caprio, efeitos visuais fantásticos e um diretor maravilhoso e você tem o quanto eu amo este filme!

Ju: Acho que vi menos filmes nesse ano que em qualquer outro da minha vida. Por isso, A Origem entra aqui (até pelo tanto de memes que surgiram a partir do filme), mas faltou assistir um monte de outros. Fica na resolução de 2011 assistir mais filmes!

Melhor série drama

dexter mad men parenthood

Manu: Eu jamais consigo escolher apenas uma série (me sinto injusta com as outras!). Neste ano amei muito Mad Men, como sempre. A surpresa foi Parenthood, com sua abertura mais linda do mundo, atores ótimos (Lorelai e Nate!), um roteiro sensível e episódios fantásticos. Sentirei muita saudade se for cancelada!

Ju: Comecei a ver Mad Men esse ano e me apaixonei pela série, que tem os melhores roteiros e personagens de drama atualmente. Dexter foi meio irregular e teve uma season finale mais morna que a última, mas ainda é incrível.

Melhor série comédia

modern family community how i met your mother

Manu: Minhas comédias favoritas de 2010 foram Modern Family, com suas tiradas excepcionais e personagens estereótipos que fogem do esperado e Community, que, apesar de ninguém ter gostado, eu amo! A série se passa em uma community college americana e os personagens são todos losers! Muita piada em relação à TV e episódios temáticos! (Quem não gostar, não brigue comigo, ok? Ninguém gosta, então eu não recomendo mais! haha)

Ju: Apesar de uma temporada meio fraquinha com só alguns episódios incríveis (Blitzgiving!), How I Met Your Mother continua sendo minha série de comédia preferida (gosto mais que Friends – pronto, podem brigar comigo!).

Melhor atriz

Jane Lynch - Sue Sylvester January Jones - Betty Draper

Manu: Glee não seria a mesma série sem Jane Lynch, a Sue Sylvester! Ótima atriz de comédia, garantia de boas risadas! Os episódios sem ela não são a mesma coisa.

Ju: A cada dia que passa Betty Draper se torna mais detestável em Mad Men. A season finale com a frase “no one ever takes you side, Betty”, resume o drama personagem tão pouco simpática, interpretada com perfeição por January Jones!

Melhor ator

jon hamm neil patrick harris jim parsons michael c. hall

Manu: Fico entre três: Jon Hamm, Neil Patrick Harris e Jim Parsons! Cada um com sua graça: o John e seu ar blasé que constrói completamente o caráter de Don Draper, Neil e sua graça natural que faz a gente rolar de rir com apenas uma palavra (LEGENDARY!), e o Jim com seu jeito esquisito de ser que faz do Sheldon um estranho fofo!

Ju: Nessa temporada de Mad Men, Jon Hamm conseguiu deixar Don Draper muito mais humano (se você não chora vendo The Suitcase, falta um coração aí). Michael C. Hall é fantástico desde a época de Six Feet Under e também esteve incrível em Dexter nessa temporada sensível e tensa.

Melhores momentos

himym-glee-lost-mad-men melhores momentos 2010

Manu: Barney cantando “Nothings Suits Me Like a Suit“, a participação especial de Gwyneth Paltrow em Glee cantando Forget You de Cee Lo Green e os últimos momentos de Lost (spoiler para quem não viu!).

Ju: Apesar de alguns problemas na última temporada, o final de Lost foi um dos momentos mais fodas do ano. Don Draper desabando em The Suitcase foi a cena do ano (só encontrei esse gif, que deixa a cena hilária, hahaha).

Melhor banda

Manu: Em qualquer ano a resposta será provavelmente Arcade Fire! E esse ano eles arrasaram com CD novo e tudo mais! Objetivo de vida do Sem Finesse para 2011: vê-los ao vivo!

Ju: O Arcade Fire lançou o incrível The Suburbs esse ano e fez todo mundo morrer de nostalgia de alguma coisa que ninguém sabe bem o que é.

Melhor música

Manu: A minha música de 2010 foi Nada Será Como Antes do Clube da Esquina, por que foi a que escolhi para tocar na minha formatura. Significa muito para mim!

Ju: Ready to Start, do Arcade Fire, marcou bastante o ano (aliás, quase todas do disco novo!).

Melhor cantor

Manu: Durante o ano, gostei demais de ouvir o disco do Cee Lo Green, The Lady Killer!

Ju: Esse ano o Fyfe Dangerfield, do Guillemots, uma das minhas bandas preferidas, lançou um disco solo que me deixou feliz da vida :)

Melhor cantora


Manu: Não sei se é a melhor cantora, mas em 2010, amei escutar Duffy!

Ju: Esse ano valeu só por ter descoberto a inacreditável Janelle Monaé – que vejo ao vivo semana que vem em Florianópolis, começando o ano muito bem! :)

Melhor show

Manu: Regina Spektor no SWU! Definitivamente, amei a experiência de ver minha cantora favorita ao vivo, a apenas alguns metros de distância!

Ju: A maior expectativa do ano foi pra ver Regininha, mas eu tenho que dizer que o melhor do ano foi o Terra: vi of Montreal, Mika, Phoenix e Pavement na grade (ó a minha foto bem faceira na grade :D).

Pronto! Terminou nossa retrospectiva de 2010! Que 2011 venha cheio de roupas bonitas, esmaltes brilhantes, músicas boas e novos filmes e séries pra gente se divertir :)

Mad as the Mad Women (parte 3)

Chega ao fim a extensa série sobre a beleza de Mad Men. Depois de analisar o estilo de Betty e Peggy, chegou a hora de falar da sex-bomb Joan Holloway (Christina Hendricks).  Joan é secretária da agência de publicidade e se orgulha de seu corpo repleto de curvas: ela tenta mostrá-lo sempre da melhor maneira possível. E com muita finesse, nada nela é vulgar. Como bem observa um personagem da série, todas as mulheres querem ser Marilyn, mas Marilyn quer ser Joan.

Ela se destaca pelo uso de cores fortes numa época em que a mulherada abusava de florais, xadrezes e tons pastéis. Joan usa rosa pink, verde, azul royal, roxo, preto, vermelho. E isso deixa bem claro que ela é uma mulher absolutamente moderna, que se sustenta e faz o que bem entender. Leva rapazes para casa, seduz seu chefe, mas não abandona o sonho de se casar com um príncipe encantado. Nem preciso dizer que a silhueta é sempre super ajustada a sua cintura e quadril: são aqueles vestidos e conjuntos que abraçam o corpo da mulher.

Ela também abusa das joias marcantes em pontos estratégicos. Sua marca registrada é esse pingente de canetinha, mas ela usa também muitos broches e brincos grandes.

Já deu para perceber que a Joan é uma mulher que sabe o que quer,  e que tem consciência do que lhe cai bem. No visual dela, é tudo bem acertado. Mas ela a personagem sabe que só isso não basta e varia o cabelo quase todo dia.. é cada penteado elaborado! Liiindoas demais!

Na maquiagem, ela é toda fina. Sempre um delineado fofo, e lábios cor de boca ou, mais raramente, vermelhões.

- A Joan te despreza.

Teve um dia que a Joan estava muito linda, ela ia sair para jantar e usou um pretinho de cetim todo drapeado liiiindo. Taí:

E para não dizer que eu não falei das outras moças de Mad Men, selecionei alguns looks legais de duas que acho muito divertidas!

Trudy Campbell (Alison Brie)

Jane Sterling (Peyton List)

Desejo muito que Mad Men vá até 1970.

por Manu

Mad as the mad women (parte 2)

Depois de algum tempo, volto a falar do estilo das moças de Mad Men. E hoje é a vez de Peggy (Elizabeth Moss), a ex-secretária da agência que subiu na vida e virou copy writer. Ao contrario de Betty, ela é ‘working girl’ na glamourosa NYC dos anos 60. No início da primeira temporada, Peggy acaba de sair do Brooklin, de sua família católica, para explorar as perigosas ruas da City como secretária. E durante a série, vamos acompanhando sua evolução de caráter e estilo.

O estilo da Peggy é a cara dela: meio tímido, recatado, nada de se expor, bem de acordo com sua educação religiosa. Ao longo da série, a garota vai subindo na carreira e começa a trabalhar como Copy Writer da agência, a primeira mulher no cargo, e precisa ganhar respeito, melhorando seu estilo. Mesmo assim, ela quase nunca usa um decote para chamar mais atenção, para eterno desgosto da Joan. Ela parece querer se impor pela competência e inteligência, com bastante sucesso. Além de não ter muita grana para investir num novo guarda-roupa.

A Peggy usa muita roupa de escritório conservadora e é uma inspiração legal para quem é obrigado a se vestir assim todo dia. Ela é feminina, se enche de lacinhos! Blusas fechadas com golas cheias de frufrus, vestidos com corte em A, muita saia de cintura alta. Ou seja: silhueta marcada. As cores são sempre sóbrias ou neutras: azul, cinza, marinho, mostarda, marrom, branco, bege. Ela usa algumas padronagens de xadrez e botões como detalhes.

De vez em quando, ela ousa com cores, como nesses dois vestidos maravilhosos que me surpreenderam bastante!

O cabelo da Peggy também é bem básico: rabo de cavalo, presinho, nada muito elaborado. Mas ela gosta de usar chapéu, principalmente na igreja, e detalhes no cabelo! Mais pra frente, ela corta o cabelo de maneira muito mais moderna, transformando seu visual… mas acho que a grande mudança da Pegs acontecerá mesmo na próxima temporada! Vamos esperar para ver! Na maquiagem, ela é bem básica e quase nunca usa nada. De vez em quando, uma corzinha na boca… como ela mesmo diz, não quer ser uma das cem cores em uma caixa.

Na próxima semana, tem os looks da sex-bomb da série, Joan Holloway, e algumas menções honrosas…

por Manu

Mad as the Mad Women

“I dont think anyone wants to be one of a hundred colors in a box.” Peggy Olson

Como eu já disse, sou apaixonada pela série americana Mad Men, que passa na rede AMC. Foi uma paixão assim meio bombástica. O programa tinha sido recomendado pelo meu namorado há um tempão, mas eu não tinha tido tempo ainda de me dedicar. Comecei a assistir e achei muito chato, pois é meio parado. Mas, aos poucos, fui me apaixonando pelo roteiro e pelos personagens e apreciando a densidade da série. Sou segura de afirmar que é uma série tão boa quanto minhas favoritas Six Feet Under e Dexter.

Pra gente babar mais na beleza das Mad Women, as imagens do post ficam maiores quando clicadas!

Mas uma coisa eu sempre amei na premiadíssima Mad Men (ela vence o Golden Globes de melhor série drama há três anos): maquiagem, figurino e cabelos. OH MY. Eu quase tenho um treco em cada episódio com as roupinhas sessentinhas (a série começa em 1961), os up-dos elaboradíssimos, e os batons vermelhos matte. O trio formado por Janie Bryant, figurino, Lucia Mac, cabelo e Lana Horochowski, maquiagem, é realmente impressionante. Talento pra dar e vender.

Desde que Mad Men começou, surgiu no mundo uma febre por roupas vintage, e pelo sixties look. Amo. Todo mundo tentando copiar os looks das personagens Betty Draper, Joan Holloway e Peggy Olson. Cada uma com seu jeitinho, sua particularidade. As mulheres na época eram rotuladas como ou Marilyns ou Jackie Ohs, que são dois ícones de estilo maravilhosos e que possibilitam muita inspiração.

E como aplicar o look das Mad Women no visual atual? A figurinista Bryant explica que existe uma linha tênue entre ser influenciada pelos anos 60 e parecer que está indo para uma festa temática dos anos 60. Ela aconselha misturar peças vintage com contemporâneas. “Pegar uma linda blusa vintage do período, com muitas pregas e babados, e usar com uma jeans skinny”, diz.

Ela também destaca os twin sets (aquelas blusinhas de tricô com cardigan combinando), a saia lápis e vestidos com cintura marcada. Para o look vintage, aconselho a loja online fofa Mod Cloth,  que entrega no Brasil e tem coisas fofíssimas. E chega tudo certinho.

Em termos de maquiagem, é mais simples: o look dos 60 é totalmente matte. Não existiam muitas maquiagens brilhosas na época, então, pó, blush, base, sombra não tinha esses glitters todos de hoje em dia. E o batom menos ainda! Segundo a maquiadora, o batom da Revlon vermelho já era o mais popular na época.

Ela também diz que a M.A.C. é quem traz a melhor linha de batons matte em várias cores (coisa que a gente  tá cansada de saber!). “Foi um desafio, por que hoje em dia tudo é gloss ou tem um acabamento acetinado bem acentuado e isso é exatamente o que você não quer se estiver tentando replicar o look de Mad Men”, diz Horochowski. Questionada sobre a volta do batom vermelho ela declara: “espero que seja por causa do seriado”.

Já os cabelos são um espetáculo a parte. São sempre perfeitinhos: nada fora do lugar. Muitos coques, rabos de cavalo, raramente as garotas de Mad Men estão com as madeixas soltas (com a exceção daquelas que usam curtinhos). Quando isso acontece, haja laquê para  manter tudo em seu lugar. Tem cada penteado elaborado! Coques, coques franceses, com rolinhos, bem rococó, lindo!

A série influenciou alguns estilistas (o Michael Kors assumiu a inspiração da série nesta coleção), lojas de departamento (a Banana Republic lançou uma coleção de homenagem) e a moda em geral. Eu acho muito legal ver a preocupação que o pessoal da série tem com todo o detalhe histórico de cenário, precisão histórica e figurino. E também é muito legal ver como as mulheres se expressam na série através do que vestem, da maquiagem e de seus penteados. Perfeito.

Até a Oprah se rendeu ao charme da série (o vestido é da estilista da série!):

Mas agora vamos ao que interessa, os looks de nossas Mad Women! Eu vou postar de pouquinho em pouquinho para não cansar.

Betty Draper (January Jones)

A Betty é perfeita, do lado de fora. Por dentro ela está quase sempre triste e é uma garota problemática. Mas no exterior ela aparenta a perfeição de uma housewife americana dos anos 60, aquela que até hoje inspira o american dream. Loira, olhos azuis, cabelos impecavelmente penteados (não há um fio fora do lugar!), Betty encanta a todos com seus ares de princesa, de Grace Kelly. Antes de se casar com Don Draper, Betty era modelo em NYC. A “Bets” não perde o charme nem quando fica grávida pela terceira vez, aliás, ela fica ainda mais charmosa.

O visual dela é sempre bem certinho: calça com cardigan, muitos lencinhos, vestidos rodados, cores primaveris, estampas floridas, vestidos de festa de princesa tudo com a cintura bem marcada e decotes discretinhos. De joias, ela não dispensa pérolas e nas festas arrasa com colares de pedraria impressionantes. Com seus modos finos, outras influências da Betty são os esportes, ela usa muita coisa do tênis e pratica hipismo.

Nos cabelos, como já disse, nenhum fio fora do lugar. Mas ela não usa ele liso chapado: sempre esbanja muitas ondinhas fofas que ela faz com bob no cabeleireiro. Ela também adora tiaras para marcar as madeixas. A maquiagem da Betty é simples: um pouco de delineado, batons nudes, rosas e vermelhos marcados.

Dois momentos que eu achei que o styling dela foi lindo. Numa noite de dia dos namorados, com uma lingerie LINDA e em uma noite que ela passou em Roma e encarnou o estilo italiana exuberante com um cabelo absurdamente elaborado:

Dama de preto.

Por Manu

PS – Os outros posts dessa série estão aqui: Sobre Peggy e sobre Joan