Inhotim, ali pertim

DSC_2233

No ano passado, realizei um sonho: conhecer Minas Gerais e o fantástico museu do Inhotim. Para quem não conhece, é um parque/museu/jardim botânico, que respira arte contemporânea. Fica na cidade de Brumadinho, pertinho de Belo Horizonte, apenas algumas horas de ônibus. Passei apenas um dia por lá, mas agora planejo voltar para ficar mais tempo e conseguir ver todas as obras em exposição. O paisagismo, assinado por Burle Marx, é um outro espetáculo imperdível. São muitas espécies de plantas raras, que criam um ambiente único, de extremo bom gosto e o cenário perfeito para apreciação de tanta beleza, e absorção dos questionamentos que surgem das obras de arte. Fiz algumas fotos, que gostaria de compartilhar com vocês:

DSC_2258

Esse é o prédio que abriga as obras de Adriana Varejão, artista de quem hoje sou fã absoluta, como por exemplo Calecanto Provoca Maremoto. 

DSC_2268

O concreto é um dos elementos mais presentes nas edificações/galeria espalhadas pelos hectares do Inhotim. Minha amiga Carol, que me acompanhou na viagem, e é arquiteta, ficou encantada com a beleza das estruturas.

DSC_2439

O artista Hélio Oiticica tem duas obras no museu. Essa externa, da sua série Penetráveis, chamada Penetrável Magic Square # 5 com cores fortes e formas geométricas. E um prédio que abriga suas Cosmococas, instalações divertidíssimas, que brincam com os sentidos e as percepções.

DSC_2244

A vegetação linda do parque nos dá chance de encontrar raridades de se ver nas grandes cidades como uma imensa jabuticabeira carregada de frutinhas.

DSC_2447

Além dos prédios, há também muitas esculturas espalhadas pela extensão do parque (ele é realmente imenso, eu precisei comprar um passe para carrinho de golf para conseguir ver as principais obras em algumas horas!). Essas são de Edgar de Souza.

DSC_2316

Uma obra muito interessante, tanto para adultos como crianças é A Origem da Obra de Arte  de Marilá Dardot, em que é possível construir palavras com vasos de cerâmica, terra, plantas e flores. No dia que eu fui, a terra estava em falta, mas deu pra gente se divertir com os vazinhos já prontos. E claro, brincar um pouco com o próprio ego… :)
DSC_2482

Esse Tamboril é a árvore mais monumental do parque, e dá nome ao restaurante mais chique do Inhotim. O outro, do tipo buffet, chama Oiticica. Foi onde comi uma comidinha mineira maravilhosa! DSC_2333

Essa obra do americano Chris Burden, intitulada Beam Drop Inhotim foi a que mais me impressionou. Ainda mais depois de ver o vídeo do processo de realização.  São 71 vigas de construção, jogadas por um guindaste de uma altura de 45 metros em uma vala de cimento fresco, em doze horas. Aleatoriedade, força, gestualidade abstrata são as palavras que me vieram a mente na hora que a vi. Fora que a vista do alto é impressionante.

DSC_2275

A Viewing Machine do artista Olafur Eliasson é um dos pontos mais famosos do Inhotim. Não dá para visitar o parque sem fazer fotos nesse caleidoscópio gigante, que reflete o mundo, transformando percepções.

Eu fique em Belo Horizonte e fui até o parque com um ônibus que sai da rodoviária de BH às 9 horas da manhã, e volta às 16h30, operado pela Saritur. As terças as visitas são gratuitas, quartas e quintas custam R$ 20 e sextas, sábados, domingos e feriados saem por R$ 28. Quem realmente quiser ver tudo, deve planejar para ficar em Brumadinho, em algum dos hotéis locais, e comprar os passes para mais de um dia Aviso: a cidade é bem pequenina.

Viajando sem finesse: Amsterdam e Barcelona

Oi gente, como vão? Eu to numa nostalgia bonita fazendo esses posts sobre a viagem, fico vendo minhas fotos e querendo voltar no tempo (ou ganhar na loteria pra fazer tudo de novo!).

Hoje eu separei umas dicas (quase todas de comida, haha!) de Amsterdam, a primeira cidade que eu visitei fora da Inglaterra, e de Barcelona, minha quarta parada quando engatei no meu mochilão low cost expresso de duas semanas. Como fiquei só dois dias na primeira e não recolhi tantas dicas da segunda, resolvi juntá-las em um post só! :)

Vamo ver o que eu comi fiz nesses lugares?

Amsterdam

Bom, vocês todas sabem por que a cidade holandesa é famosa, mas como esse blog é um lugar de mulheres de respeito (NOT), vamos falar de comida. Todo lugar que eu procurava informações dizia que Amsterdam era absurda de cara, que achar comida boa lá era uma milagre e blá blá blá whiskas sachê. Pois bem: eu sou sortuda e gordinha tensa profissional e encontrei onde comer bem lá:

Roem: Eu e minha amiga entramos lá só porque achamos o lugar simpático e demos sorte. Ela comeu um hambúrguer delicioso com um montão de batata frita BEM boa (especialidade dos holandeses, pelo que diz a fama) e eu comi um bagel com cream cheese, salmão defumado, cebola roxa e alcaparras que custou no máximo €5 (barato pros padrões locais e o nível de delícia do negócio) e olha, me dá vontade de chorar só de lembrar.

SEU DELICIOSO!

Pois então que no segundo dia lá a minha amiga já tinha ido embora e eu estava sozinha, com muito frio numa ressaca do cão e querendo uma comfort food feliz. Voltei pra lá e pedi um pedaço de torta de maçã com chantilly e um chá de hortelã.

Mas realizem que é a melhor torta de maçã do mundo, crocante na medida, docinha na medida, com uma quantidade perfeita de canela. Absurdo! E o chá também é feito com as folhas de hortelã fresquinhas, que só deixa a bebida ainda mais deliciosa (e linda de se olhar!). Isso saiu por uns € 9. Novamente, não é barato, mas já disse que foi a melhor torta de maçã da minha vida? Então.

Convenci? Então corre lá. Fica na Prinsengracht, 126, bem em frente a um dos milhares de canais da cidade, então se o dia não estivar absolutamente congelante (raro, pelo que vi por lá), você pode sentar nas mesinhas lá fora e ver coisas como essa:

Hostel: Fiquei nesse hostel aqui. Ele fica numa região bacana (se bem que a cidade é tão pequena e tranquila que tudo é bacana), bem fácil de ir a pé pra estação central de trem. Não é dos mais baratos (€26 a diária num quarto com 6 meninas) mas é bem confortável e tem um café da manhã bem completinho e delicioso. É um hostel cristão (em Amsterdam, vamos parar pra pensar sobre o paradoxo) mas não tem nenhum incômodo pra quem não é ou qualquer coisa assim, o clima é bem tranquilo.

O que fazer? Ande pelas ruazinhas. As casas holandesas têm fama de terem janelas enormes e você confirma isso na prática. As cortinas ficam abertas e expõem o interior das casas. Eu, super curiosa, adorei! E o melhor (pra mim, ao menos): quase toda casa tem gatinhos. A crazy cat lady aqui amou! :)

Tem os de verdade...

... e os de mentirinha!

Ai, que saudade das partes que eu lembro de Amsterdam!

Barcelona

Barcelona é aquela coisa, museu a céu aberto, cidade de se andar com a cabeça sempre pra cima, de olho nos prédios fenomenais, que mostram que arquitetura é sim uma arte. Aliás, essa é minha primeira dica:

Sagrada Família: Eu não sou a maior fã de igrejas e não achei que ia me impressionar  com nenhuma depois de conhecer a Basilica de San Pietro, em Roma. Ainda assim, quase caí pra trás quando entrei na Sagrada Família. Não importa o tamanho da fila, do calor, do frio, da dureza financeira. Entre lá. É simplesmente embasbacante.

Xampanyeria Can Paixano: Isso é um muquifo. Um botequinho pé sujo. Um lugar onde cinco homens suados e gordos fazem dezenas de sanduíches sem parar e uma centena de neguinhos ficam em pé gritando e tentando ter seu pedido atendido, bebendo uma garrafa de cava. Sério, esse lugar mora no meu coração.

Os sanduíches são baratos (não tem nenhum por mais de €5, acho) e tem de linguiças de todo tipo, jamón, foie gras (pois é) e um monte de coisa. Não lembro qual pedi, mas era bom.

Se você não se importa com calor humano, falta de higiene pra sua comida e lugar pra sentar mas curte comida boa, bebida barata e diversão sem finesse, tá na mão. Fica na Calle Reina Cristina, 7, pertinho da praia e sem identificação, mas é fácil de achar. Encontre a multidão acumulada na porta.

E sim, o lugar sempre está cheio assim, não importa o horário.

Mucci’s: Conheci uns brasileiros no bar aí de cima e a menina, que mora em Barcelona, levou a gente nesse lugar depois. Eu já fui pra Argentina e pro Chile e já comi muita empanada nessa vida, mas nenhuma era tão boa quanto as desse lugar! Elas custavam uns €2,50, acho, e eram muuuuuuito gostosas. O lugar é bem simpático, um café tranquilo, mesmo. Fica na Carrer Bonsuccés, 10, bem pertinho da Plaça de Catalunya!

Hostel: Esse aqui. Perto da Plaça de Catalunya, dá pra ir caminhando pra praia, pertíssimo de uma estação de trem. O pessoal é mega simpático (me deram comida quando eu cheguei lá às três da manhã, por exemplo) e dão uma mão pra você planejar seus passeios, com dicas de transporte, itinerário, etc. O café da manhã é decente e é confortável. A região é feia, mas é tranquila, pelo que percebi. Minha diária ficou uns €26, mas tudo na região central de Barcelona é caro!

Pronto! Essas são as dicas que eu tenho por enquanto! No próximo post eu falo sobre as cidades que eu visitei na Itália, aquela linda! :)

por Julia

Viajando sem finesse: Londres e Brighton

Agora que já dei meus pitacos pra quem quer ir pra Europa, vou fazer alguns posts sobre as cidades que visitei. Pra começar, nada melhor que o meus lares por quase um mês e duas das minhas cidades preferidas da viagem: Londres e Brighton.

Foi fácil pra mim ficar esse tempão e me apaixonar pelas cidades porque tenho família por lá e fui recebida com muito amor, carinho, english breakfast e dicas preciosas sobre o que visitar, hehe!

Minha intenção não é falar sobre os roteiros tradicionais da cidade (o Londres para Principiantes, por exemplo, fez roteiros ótimos pra quem quer conhecer a capital), e sim sobre as coisas que mais valeram a pena fazer por lá, na minha opinião. Vamos lá!

Londres

Museus: No meu primeiro dia, eu acabei quase por acidente na Trafalgar Square, onde fica a National Gallery. Foi o primeiro grande museu que eu visitei e fiquei umas cinco horas andando por lá. O prédio do museu é fenomenal, a entrada é gratuita e ele tem uma coleção incrível, vale muito a pena!

National Gallery, essa linda.

Outro museu que amei é o Victoria and Albert. Como quase todos em Londres, ele é gratuito e só as exibições temporárias são pagas. Eu fui numa exposição super bacana do estilista Yohji Yamamoto que custou £7, se muito não me engano. Eles têm peças de arte e design de várias civilizações, estátuas maravilhosas, tapetes antiquíssimos, jóias e o que mais você imaginar. É realmente incrível e fica bem em frente ao Natural History Museum (que merece uma visitinha, mas não me empolgou tanto).

Por fim, tem o charmosíssimo Wallace Collection, bem menor que os outros e bem mais tranquilo (perfeito pra quando você não aguenta mais ver turista japonês pela frente). Ele tem uma coleção incrível de pinturas, porcelanas, móveis e até armaduras e armas européias e orientais. Ele tem um clima diferente de outros museus e é delicioso de caminhar bem tranquilamente, curtindo todos os detalhes da casa. Esse post da Krisatomic mostra um pouquinho do museu em fotos lindas!

Wallace Collection: gratuito, lindo e com espaço pra respirar.

Onde comer?

Pra mim a vida é uma desculpa pra comer bem, sem brincadeira. No meu primeiro dia em Londres eu comi um fish and chips bem feitinho, mas comida sem gosto não é mesmo do meu tipo! Por isso, fica a dica do que comer com alegria por lá:

Borough Market: Eu sou apaixonada por mercado de comida, e o Borough Market, bem no centrão de Londres, é fenomenal. Foi lá que a minha prima me levou pra comer o melhor sanduíche do mundo (nas palavras dela, mas eu concord0), feito com um pão super gostoso, pimentão vermelho grelhado, linguiça espanhola e rúcula. Super simples, barato para os padrões ingleses e simplesmente delicioso! Também comi na barraquinha da The Cinnamon Tree Bakery o melhor brownie da minha vida, sem dizer que eles têm essas bolachas de corujinha super fofas!

Busaba: É a melhor comida tailandesa que já comi, ponto final. É carinho, pra ir quando tá a fim de gastar um pouco a mais (mas ainda assim nem tanto, a conta dá umas £25 por pessoa por um jantar completo – bem menos que sairia em um restaurante do nível no Brasil!). Vale ir só pra comer o camarão à milanesa com molho de limão (Goong tohd prawn, no cardápio). Parece simples mas é absurdo!

Feirinha de Camden: Pertinho da ponte de Camden, o bairro boêmio de Londres, rola uma feirinha com estandes de roupas e algumas barracas de comida do mundo todo – chinesa, persa, tailandesa… No dia que comi lá era o fim da tarde e tinham baixado o preço da comida pra se livrar logo de tudo, então comi um pratão de comida tailandesa deliciosa por £3. Mas aí é de comer sentado no chão, bem sem finesse, mas super vale a pena pra quando o orçamento tá apertado e você quer uma comidinha gostosa e sem frescura.

Chás: Eu sou apaixonada por chás e enlouqueci na The Teahouse, em Covent Garden. Os pacotes com 100 gramas começam custando £3,95 e tem outros bem mais caros, aí vai do gosto do freguês. Eu comprei uns três tipos diferentes e nem sei o que fazer quando acabarem!

Shows: Se você, como eu, curte ir em shows, gritar, cantar, pular e suar bem sem finesse, meu melhor conselho é pra você buscar no SongKick a cidade pra onde você vai. Lá eles mostram todos os shows que vão rolar na cidade e rola link pra comprar ingresso e tudo. Foi por lá que me organizei pra assistir tudo que eu vi por lá (menos o show do Foo Fighters, que ganhei de presente do queridíssimo marido da minha prima!), dá uma bela ajuda!

Roupas Vintage: Além dos vááários brechós bacanas que tem em Camden, também me diverti horrores na feira de Spitafields. Eu fui em um feriado, quando a feira estava com barracas especiais de roupas, jóias, acessórios e mais um monte de coisa. Foi lá que comprei um vestido com a saia plissada e uma blusa de paetês (agora eu uso paetê pra dormir, ok?) por £15 e um broche super bonitinho por £3. Sucesso!

Brighton

Brighton, 500 mil pessoas e provavelmente o dobro de gaivotas.

Apesar de ter quase 500 mil habitantes, Brighton parece uma cidade super pequenininha e é uma das mais simpáticas que eu conheci. Cheia de casinhas em cores pastel, com um mar lindíssimo, um pôr do sol maravilhoso e cheia de artistas e gente louca de todo tipo pelas ruas, eu acho sinceramente que o melhor a se fazer por lá é caminhar um monte pelas ruas lindas.

Brighton e toda sua fofura em tons pastel.

Não fiz tanta coisa por lá mas tenho duas dicas ótimas. De comida, pra variar! :)

Pro almoço e pra uma visitinha, uma jóia desconhecida da cidade é esse centro de meditação budista. Parece meio hipponga, mas o lugar tem um jardim lindo e servem um almoço vegetariano super gostoso e baratinho, além de ter bolinhos, cafés e chás bem bons. Eu tomei um chai de baunilha muito bom lá, fica a dica pra sobremesa! Pro jantar, a dica é o The Green Mango, que fica em Hove, a cidade irmã gêmea de Brighton. A comida lá é deliciosa e se você só comer o prato principal (que é super bem servido), dá pra gastar menos de £10 tranquilamente.

Eu também visitei Bristol só para ver o show do Guillemots (a cidade não tem nada de mais, mas guardo ela no coração porque foi lá que conheci o pessoal da banda, uma das minhas preferidas há muito tempo!) e Lewes, uma cidadezinha medieval perto de Brighton que é simpática mas não tem nenhuma atração muito forte. O castelo de lá é uma decepção, aliás!

E pronto! Minhas dicas da Inglaterra são “só” essas, hehe. Espero quer as minhas descobertas possam ajudar quem ainda vai visitar essas cidades. Só digo uma coisa: escrever tudo isso me deu até um aperto no coração de saudade! Alguém me manda de volta pra lá agora mesmo? :)

por Julia

Viajando sem finesse: dicas gerais da Europa

Eu não sou especialista em viagens, não faço os programas mais descolados do mundo e não conheço as lojas, museus e restaurantes mais bacanas. Mas eu sou curiosa e me divirto horrores viajando, então achei que poderia trazer algumas sugestões e dicas prazamiga que tão pensando em passar um tempinho no velho continente com o que eu aprendi nos dois meses que passei por lá.

Depois eu faço um post com as dicas dos lugares que eu visitei, mas hoje o negócio é genérico mesmo, de dúvidas que eu tinha antes de ir pra lá e que podem ajudar outras pessoas. Bora lá! :)

Onde eu me hospedo? Se o orçamento não é super rico e você não se importa em dividir o quarto um par de noites, os hostels são a melhor opção. Na Europa, você tem opções com todas as faixas de preço, localização e pequenas vantagens (cozinha, café da manhã incluso, etc). A melhor coisa a se fazer é entrar no hostelworld.com ou o hostels.com e pesquisar a cidade para onde você vai.

Minha regra geral é filtrar por localização e preço e selecionar os que têm avaliação acima de 75%. Se o rating do hostel está mais ou menos, vale olhar os critérios: se ele levou nota baixa em limpeza, esquece! Agora, se ele foi mal avaliado em diversão, já dá pra considerar!

Viajo de trem ou avião? Com zilhões de empresas aéreas low cost com precinhos amigos e com vôos de menos de uma hora de um país a outro, sou tentada a dizer que avião é a melhor escolha. Mas fica de olho! Às vezes o voo para em aeroportos super afastados ou até em outra cidade e você tem que pagar uma nota para chegar até onde você precisa.

Nesses casos, vale olhar vôos de empresas “normais” e trens, que geralmente chegam no centro da cidade, onde você se estressa bem menos e paga praticamente a mesma coisa. Para viajar dentro dos países, geralmente o trem é a melhor opção. Na Inglaterra e na Itália, onde peguei vários trens, o sistema é organizado e relativamente barato e rápido, vale a pena!

Ah, última coisa: confiram sempre de qual aeroporto o seu voo sai. Sério mesmo. Eu sempre me achei a pessoa mais observadora do mundo e no dia que eu tava voltando pro Brasil eu fui pro aeroporto errado em Londres. E olha que eu tava sóbria!

Pra ir à Itália, avião é uma boa escolha. Já pra viajar dentro do país, é melhor pegar trem!

Que tipo de dinheiro eu levo? Antes de sair do Brasil, eu fiz um Visa Travel Money, que funciona como cartão de débito e é aceito como um Visa normal, sem cobrar taxas (e acredite, você não quer chorar com as taxas que serão cobradas no seu cartão normal se você usá-lo na Europa).

Ele também funciona para saques e cobra € 2,50 por saque. Ah, sua família/marido/papagaio pode depositar dinheiro direto para o cartão se você começar a ficar pobrinha e suas amigas podem depositar para aquela encomenda que elas pediram, sabe?

Vou viajar low cost. Comofas? Cada empresa aérea tem um tamanho bem específico de bagagem de mão, e é só uma mala MESMO (ou seja, você vai ter que encaixar sua bolsa ali!). Confira, meça a sua (ou leve uma mochila daquelas de tecido molinho) e não ultrapasse o peso permitido. Se não couber no espaço que eles destinam à mala, você vai pagar multa, se atrasar, se estressar, etc.

Dentro da Europa você só pode carregar líquidos e pastas de até 100 ml, se algo passar disso eles vão jogar seu creme caríssimo da Clinique fora na sua frente e você não vai poder fazer nada. Por isso, nem tente embarcar com nada acima do limite. Quanto às roupas, o negócio é otimizar com o mínimo possível de peças que se combinam entre si e têm tecidos leves e práticos (o que obviamente é mais fácil no verão, hehe!).

Tá difícil? Ok, dá pra pagar uma taxa na hora de comprar a passagem e levar mais uma bagagem, mas tem que ver se vale a pena pagar € 30 na passagem e mais € 20 só pra levar uma mala a mais!

Que roupa eu levo? Eu não sou a melhor pessoa pra falar sobre isso porque me ferrei legal nas minhas viagens, mas basicamente o que eu aprendi nos lugares que eu visitei é o seguinte: TUDO VALE. Em Londres a primavera é super gelada, em Amsterdam parece inverno em Curitiba, em Roma é super calor, em Barcelona rola uns 20 graus mas dá umas chuvas inesperadas e assustadoras e em Paris eu peguei uns 40 graus na sombra.

Basicamente, pesquise sobre como é o clima na cidade onde você vai naquela época do ano, leve roupas de acordo com a previsão e também carregue roupas para o clima contrário. Se é pra fazer só calor, não custa levar uma calça e um casaquinho mais quentinho. Claro, isso vale para outono, primavera e verão, porque  no inverno é frio e ponto final – mas lembrando sempre que por lá todos os restaurantes, bares, casas e até o metrô são super quentinhos dentro, então tem que levar roupa “normal” também!

Três blusas e cachecol-cobertor e passando frio nos 5 graus com umidade absoluta do ar em Amsterdam.

Sou jovem e estudante. Eu ganho alguma coisa com isso? Sim, a Europa adora gente bonita, jovem e com educação superior. Sério, você consegue desconto em muita coisa só por ser menor de 24 ou 26 anos (como o museu Bourdelle, que comentei aqui) ou por ser estudante. Eu achava que só valia a carteirinha internacional de estudante, mas me disseram que a carteirinha da sua universidade também vale. Dá pra conseguir descontos de 50% ou mais em muitas atrações turísticas e na maior parte dos museus. Sucesso!

Ufa, falei bastante, né? Se alguém tiver alguma dúvida sobre como viajar sem finesse pela Europa, é só perguntar!

Gostaram das dicas? :)

por Julia

Viajando leve ou A necessaire mais sucinta da cidade

Promessa é dívida, então hoje eu começo a minha série de posts relacionados à minha viagem para a Europa! :)

Quando eu falo assim, quem não me conhece pode pensar que foi uma coisa cheia de glamour, riqueza e finesse, mas o título do blog já me denuncia! Eu passei algumas semanas em Londres, na casa da minha prima, e depois segui para três semanas viajando pela Europa – com empresas aéreas low cost.

Isso significa que passei pela Itália, Espanha e Portugal e França com uma malinha de mão de no máximo dez quilos que precisava comportar roupas suficientes pra esse tempo, uns dois pares de sapatos pra andar MUITO, toalha de banho e um espacinho pra trazer lembranças.

Eu não achei a missão impossível porque normalmente sou bem tranquila para fazer a mala, mas tudo teve que ser bem básico.

Minha necessaire, por exemplo, não podia ter nada acima de 100 ml (limite máximo de líquidos em bagagem de mão em viagens na Europa) e tinha que ser beeeem levinha, prática e ainda assim me deixar limpinha e com uma cara decente, haha! Bom, vamos parar de falar e mostrar como eu fiz a necessaire mais básica que consegui pensar:

Cabelo/pele:

Shampoo Johnson’s: Lava os cabelos e deixa os fios cheirosinhos e ainda pode ser usado para remover a maquiagem dos olhos, substituindo um demaquilante específico. Espertinha, hein?

Protetor solar com cor: Acho que é uma das invenções mais geniais da humanidade. Com ele, eu usava protetor todos os dias (BEM necessário no calorão implacável de Roma, por exemplo) e ainda ficava com uma carinha mais apresentável depois de dormir umas três horas por noite depois de andar 12 horas seguidas. E sim, eu não levei corretivo!

Manteiga de cacau: Sabe a amada manteiga de cacau que a gente usa pra proteger e hidratar os lábios? Os ingleses tiveram a brilhante ideia de usá-la para o corpo inteiro! Esse potinho eu comprei no aeroporto em Londres porque tem exatamente 100 gramas, mas acabou sendo uma das melhores compras da viagem! Fiquei muito surpresa que ele não deixa a pele gosmenta e hidrata super bem, além de ser bem baratinho – acho que paguei no máximo três libras nele.

Maquiagem

Sombras: Normalmente eu já uso essas sombras (Búzios e Mocha, da Tracta, que a Manu já comentou aqui) quase todos os dias, então foi uma escolha bem óbvia. São lindas, duram bem e eu ainda uso a Mocha para preencher a sobrancelha. Sucesso!

Blush: falei quanto eu amo a praticidade e a cor do blush em creme da Vult. Tem uma durabilidade ótima, pode ser passado com os dedos e ainda quebra o galho como batom, se você quiser.

Rímel: Nesses casos de mala magrinha, o negócio é levar os produtos que você mais ama e confia no mundo. No meu caso, é o Big Eyes, que resistiu a algumas tempestades de verão, shows em lugares extremamente quentes e com chuva de cerveja sem borrar nenhuma vez.

Lápis: No dia a dia eu não uso muito lápis preto, só o bege na linha d’água para abrir o olhar e me deixar com uma cara mais descansada. Esse aí é da Vult, que eu já tinha há um tempo e voltou quase acabado da viagem!

Batons: Eu não posso negar que batom é minha paixão, e como eles ocupam pouco espaço, não levei tão poucos assim. Para poder variar durante a viagem, levei o Orquídea Mate da Koloss (que merece uma resenha só pra ele, lindo!), o Pink Noveau e o Russian Red da MAC (que derreteu em Roma e em Paris, calcula só o calor!) e o número 14 da Vult, um coral bem fofinho para o verão.

Além disso, eu só levei meu pincel de blush da Avon (não era necessário, mas quase não ocupava espaço e ajuda na hora de aplicar) e o SS217 da Sigma, que sozinho já quebra o galho por uns cinco pincéis!

Bom, foi assim que sobrevivi por duas semanas tentando ficar digna com pouco espaço! Como vocês iriam se virar? Quais produtos acham indispensáveis durante uma viagem? Comentem! :)

por Julia

Oi!

Depois de 59 dias de viagem, seis países, dois sapatos jogados fora depois de muuuuitos quilômetros andados, algumas várias libras e euros saindo do meu bolso, oito shows inesquecíveis, inúmeras situações que mostraram à Europa o que é ser sem finesse e cinco aeroportos e 29 horas em trânsito pra chegar em casa (sim, cinco aeroportos porque eu tive o dom de errar o aeroporto indo embora de Londres!), voltei!

Nesse tempo eu deixei o blog de lado pra poder fazer a minha versão de comer, rezar e amar (que foi mais comer, beber, assistir a shows e caminhar sem rumo), mas agora que voltei à gélida Curitiba o ritmo de postagens também volta, falando da viagem e de outras coisas legais que eu encontrar no caminho.

Olheira e cabelo sebento num calor de 40 graus em Roma. Sem finesse all the way!

Fiquem de olho que estou preparando um monte de posts pra matar a saudade do Sem Finesse! :)

por Julia

Inspiração: Vitrines pela Europa!

Ando meio sumida, mas não sumi! Estou aqui e hoje trago para vocês imagens fofas de vitrines que fiz na minha viagem para a Europa. Uma das coisas que mais gosto no velho continente é o estilo do comércio de rua! Nada impede que uma loja super luxuosa como a Chanel se instale em um bequinho (como em Veneza), em uma grande praça (como em Florença!) e conviva pacificamente com outras lojas mais simples. Dá para sair caminhando tranquilamente, observando tudo e aprendendo muita coisa sobre styling! As vitrines são muito caprichadas, bem pensadas e lindas demais!

Não sou dessas de ficar comparando nosso país com outros, mas imagina que legal dar de cara com uma Chanel ali na Rua XV (pras Curitibanas amigas!). Ou, menos irreal, se os comerciantes de rua caprichassem um pouco mais no visu, na apresentação de suas lojinhas e houvesse segurança nas ruas? Ia ser bom demais, ainda mais pra quem, como eu, já adora passear pelas ruas olhando as novidades.

Além do comércio de rua, em Paris, existem as famosas Magasins como a Laffayette (da foto acima), a Printemp e a Collete. São legais também, com o conceito de que roupas, bolsas e outros acessórios ficam ali, a seu alcance! É bem legal e eu vi muita coisa linda (uns vestidos ENLOUQUECEDORES!). Vale a pena subir e passear nos andares superiores, nem que seja só para olhar as calças e vestidos de mais de 5 mil euros! Uma pena que não dá para ficar fotografando, né?

Mas vamos as fotos!!

Chanel (Firenze e Paris) – Manequins com cílios enormes, unhas rosinhas e perucas pretas. Em Paris, na vitrine, aquele vestido fofo que a Emma Roberts usou esses tempos com tweed e plumas.

Alberta Ferreti (Roma) – A vitrine estava linda num estilo meio boho (só eu amei muito a peruca???), manequins de batom vermelho e cílios fofos, com lindos vestidos de seda.

Fendi (Roma) -  A fendi estava com tema mais sisudo, mas não menos charmoso. Esse primeiro look é perfeito! A clutch turquesa fecha com chave de ouro. Reparou como a marca é voltada para mulheres mais velhas? Olha o estilo do cabelo do manequim! E o sapato?? Vale um rim? Muito lindo! 

Dolce & Gabbana (Roma) – Todas essas ficam na Via Condotti, rua de três quadras, com a maior concentração de lojas de grife que já vi… sim, em NYC também tem, em Paris, Portugal, Espanha também. Mas em Roma a questão é concentração. Você anda pouco pra ficar chique por lá hahaha. Na Dolce, a coleção de verão, com rendas, já tinha chegado. Essa bolsa é muito bonita!

Burberry (Roma) – Vi essa jaqueta várias vezes na viagem e em todas me derreti! É linda demais. Se tivesse uma dessa, acho que não precisaria de outras peças de roupa hahaha

Valentino (Roma) - A vitrine do Valentino estava apaixonante! Vestido nude com babados perfeito, bolsas de tachinhas e um sapato muito fofo!

Ponte Vecchio (Firenze) – As lojinhas de joias da Ponte Vecchio em Firenze são maravilhosas. Eles tem um trabalho com o outro, de deixá-lo ainda mais brilhante que eu fiquei impressionada. É uma espécie de cinzelada, não sei explicar. E esses anéis, heim?? De chorar! haha

Max Mara (Roma) – A Max Mara estava uma graça com muitos vestidos em tons pasteis e neon, dá para levar um de cada, moço? Haha, quem dera!

Gucci (Paris) – Não me empolguei tanto com esse sapato da Gucci. Achava que era mais bonito na vida real. Mas a cor é bem legal!

Cerruti (Paris) – Por fim, uma vitrine muito charmosa da marca Cerruti em Paris. Bem no estilo parisiense, né? Minimal chic e despretensioso.

Looks de verão: (a caminho de) Lisboa

Um dos meus lugares favoritos no universo é esse daí. Alfama em Lisboa. A mistura de casinhas em tom pastel, com telhados fofos, essa arquitetura desorganizada, o céu azul e o Tejo, maravilhoso, imenso, e absolutamente azul me deixam profundamente emocionada. Voltar a pisar nesse mirante foi extremamente emotivo para mim. Espero voltar a ver Lisboa e sua pedra brilhante muitas e muitas vezes. Mas enfim, esse post não é para falar dessa cidade e sim do look que usei no dia que passei lá!

Era domingo (pena por que todas as lojas estavam fechadas!) e eu saí cedo de Aveiro rumo à capital de Portugal. O meio de transporte? Trem! Enquanto esperávamos pelo Comboio (como os portugueses chamam…), sobrou um tempinho para registrar nossos looks.

E estação de trem não é algo fofo?

Foi mal a meia preta com all star branco, mas né, eu não levei muitas meias hahahaha

No look total Zara, jaqueta de couro e macacão (combi!) de corações (com botões de corações!! muita fofura!)

A Mari também toda trabalhada na Zara (vocês não tem noção de como a loja de Aveiro é barata!! Acho que é a mais barato do mundo!), com casaquinho manga de morcego muito fofo e bolsa de matelassê linda!

E pra superar o momento EMO ali de cima, eu numa foto totalmente cândida sem pose nenhuma, arrumando a gravatinha borboleta do Fefe Pessoa. Repararam no sapatinho? Finesse pura esse poeta.

por Manu

Vitrines da Itália

Minha viagem foi meio corrida e não deu tempo para muita coisa que eu queria fazer… Como moça sem finesse de carteirinha, uma delas era passear com calma por lojas grifadas só pra olhar mais de perto as coisas (leia-se sapatos e bolsas) que a gente baba de longe. Não deu para fazer isso, mas entre um monumento e outro, aproveitei para registrar algumas (poucas!) vitrines que achei fofas… Primeiro, três que me chamaram atenção na Via Condotti, em Roma, onde estão todas as flagships das grifes luxuosas, entre as italianas como Prada, Dolce & Gabanna, Missoni, Gucci e de outras nacionalidades como Jimmy Choo, Dior, Louis Vuitton, Celine etc etc!

A da Dior estava uma graça com essa Miss Dior, saia bailarina e essa gola com pele (falsa, eu espero):

Me apaixonei também pela vitrine da Prada, que tinha muitas manequins com esse batom laranja bafo (como desfilado na coleção verão 2010). Além disso, amo muito essas coleções inspiradas no anos 40 e 50 que a dona Miuccia anda mostrando:

Eu nunca dei muita bola para Gucci antes, mas, na Itália vi que a grife é muito fina sim senhor, com coisas muito lindas. E adorei os detalhes da vitrine da loja em Roma:

Em Veneza também havia muitas lojas chiques nas ruas, principalmente jóias… Mas o que eu amei mesmo foi essa bolsa da Moschino, pela qual eu acho que daria um rim:

Andei pesquisando sobre a Moschino e a coleção outono/inverno de bolsas dele está de chorar de tão linda, vou até fazer um post depois.

Essa aí sai pela bagatela de 1145 euros (ouch!), mas eles tem linhas mais  “baratas”, como a Moschino Cheap and Chic e a Love Moschino.

Por fim, uma coisa engraçada em relação ao mercado do luxo que vi na Itália foi (pasmem!) essa fila enorme na frente da loja da Louis Vuitton:

Quem aí ouviu falar em crise?

por Manu

De volta das férias!

Voltei! Retorno do verão, do calor, de lugares fantásticos e de algumas comprinhas! Passei por Portugal e pela Itália e deu para curtir as férias, descansar e ver coisas bonitas. Aqui, alguns registros que fiz de detalhes por que passei… Reparem na vibe gordinha tensa com muitas fotos de docinhos deliciosos! Em breve, posts com alguns achados, vitrines e looks de verão! =D